Exposição DIAGRAMAS patente nos foyers do TAGV entre 5 e 24 de Julho. Fotos de Isabel Correia
"Diagramas" é um projecto da autoria de André Alves, Filipe dos Santos Barrocas, Isabel Correia e Maria João Soares. Mais info em http://perpetuummmobile.blogspot.com/
18º Curtas Vila do Conde - Extensão a Coimbra [22 JUL 10]
[Notícia-TAGV]
Depois do encerramento do 18º Curtas Vila do Conde, o Festival prossegue com extensões a outros pontos do país, entre eles Coimbra onde, no TAGV, no dia 22 de Julho, às 21h30m, será possível assistir a uma selecção dos filmes exibidos nas secções nacional e internacional.
PROGRAMA
“MIXTAPE” de Luke Snellin [Reino Unido, 2009, 2’22”, M/12] Ben passa o tempo a ouvir os discos de vinil do pai e a fazer compilações num antigo gravador de cassetes. Um dia, ele faz uma dessas gravações para impressionar Lily, a rapariga dos seus sonhos. Competição Curtinhas
“OS OLHOS DO FAROL” de Pedro Serrazina [Portugal/Holanda, 2010, 15’, M/12] Numa ilha rochosa e exposta aos elementos, um faroleiro vive isolado com a sua filha.Do alto da sua torre o pai vela rigorosamente pelo horizonte e pela segurança dos barcos que passam. Sem outra companhia, a rapariga desenvolve uma cumplicidade única com o mar, que lhe traz brinquedos sob a forma de objectos que dão à praia. Ao ritmo das ondas, estes objectos desvendam acontecimentos antigos, memórias que as marés não conseguem apagar… Secção Panorama Nacional
“APOLLO” de Felix Gönnert [Alemanha, 2010, 6’03’’, M/6] Um pequeno foguetão transforma-se num grande desejo. Vista à distância, a Terra é o sítio mais bonito do Universo. Mais de 40 anos após o primeiro passo na lua e quase 50 anos depois do primeiro vôo espacial tripulado, finalmente uma resposta à questão: porque razão os meninos adoram foguetes? Competição Curtinhas
“GERAL” de Anna Azevedo [Brasil, 2010, 15’, M/12] O palco é a “geral” do estádio do Maracanã. Em cena, os adeptos conhecidos como Geraldinos num espetáculo de êxtase, fúria, alegria e dor. Competição Internacional
“FRANSWA SHARL” de Hannah Hilliard [Austrália, 2009, 15', M/9] Greg é um rapaz de 12 anos que herdou do seu pai a veia competitiva. Numa viagem de férias às ilhas Fiji eles não concordam sobre quais as actividades que Greg deve privilegiar tendo em conta os seus múltiplos talentos. Os esforços de Greg para convencer o pai não obtêm resultados e resolve então jogar outra cartada. A história de Greg baseou-se em factos reais. Menção Honrosa Competição Curtinhas
“I LOVE LUCI” de Colin Kennedy [Reino Unido, 2009,12’30’’, M/12] Sinopse: Comédia sobre perda de dentes, amor não correspondido, e a capacidade de um cão para mudar a sorte de um casal não destinado a existir como tal. Competição Internacional/Prémio do Público
“VIAGEM A CABO VERDE” de José Miguel Ribeiro [Portugal, 2010, 17’, M/6] Sinopse: História de uma viagem de 60 dias a andar em Cabo Verde. Competição Nacional/Prémio Melhor Animação
Preçário_Normal_4,50€; Estudante e sénior_3,50€ Organização_Curtas Vila do Conde, Fila K Cineclube e TAGV Mais informação: www.curtas.pt
18º Curtas Vila do Conde - Extensão a Coimbra [22 JUL 10]
[Notícia-TAGV]
18º Curtas Vila do Conde - Extensão a Coimbra. Dia 22 de Julho'10, às 21h30m, será possível assistir a uma selecção dos filmes premiados nas secções nacional e internacional do festival. Programação definitiva a anunciar.
"Bastien e Bastienne" pela Ópera de Coimbra [09 JUL 10]
[Notícia-TAGV]
Bastien e Bastienne de W.A.Mozart Pela Companhia Ópera de Coimbra Sexta, 9 De Julho de 2010, 21h30
Escrito em 1768, quando Mozart tinha apenas doze anos, “Bastien e Bastienne” é baseado numa paródia ao intermezzo pastoral “Le Devin du Village” de Jean-Jacques Rousseau, realizada em Paris em 1752, "Les amours de Bastienne et Bastien". A versão deste espectáculo é baseada no libretto alemão, com retradução de Júlio Sousa Gomes, a partir de uma primeira de Madalena Leite Castro e Fernanda Correia, e com a introdução de textos de “Fausto” de Goethe por Claudio Castro Filho.
O enredo trata das desventuras de Bastienne, uma jovem camponesa que perde seu amado, Bastien, para uma nobre dama da cidade. Desesperada, e almejando reconquistar seu grande amor, ela recorre à ajuda do Mago Colas. A trama desenvolve-se em torno dos conselhos dados pelo feiticeiro, tanto para Bastienne como para Bastien, do conflito entre os enamorados até à reconciliação final.
A Ópera de Coimbra é uma das mais recentes Companhias de Teatro Musical portuguesas e a primeira de Coimbra. Estreou com esta produção em Junho de 2009, em Coimbra, tendo esgotado todos os espectáculos realizados, recebendo do público a melhor crítica e dos agentes culturais da região o maior apoio.
Pretende fomentar a formação de músicos, actores e técnicos nas áreas afins ao teatro, à música e especificamente da ópera, integrando crianças, jovens actores e músicos formados pelos conservatórios e escolas do país que possam partilhar elencos e orquestra compostos por profissionais de elevada experiência.
Direcção Artística e Encenação Claudio Castro Filho Direcção Musical Isilda Margarida Elenco Nuno Mendes, Tânia Ralha, João Barros, Grupo Vocal Ad Libitum, Coro Infantil Cherubini Ad Libitum Orquestra António Ramos, Clara Ramos – Violino; João Ventura – Viola de Arco; Pavel Changli – Violoncelo; Samuel Pedro – Contrabaixo; Guilherme Sousa, Jorge Cardoso – Oboé; Magda Malva – Flauta Transversal; Ana Carvalho, Joel Cura – Trompa
Duração 1h10m Organização e produção Companhia Ópera de Coimbra Preçário_normal_10€; menores de 14 anos_8€
Voz Off Um espectáculo da APPDA - Associação Portuguesa Para As Perturbações do Desenvolvimento e Autismo Quarta, 7 de Julho de 2010, 21h30
Sinopse Carlos é um homem supérfluo, que vive uma vida artificial e desconhecedora de valores. Como todos os humanos, tem uma alma dentro de si, que procura orientá-lo para o melhor caminho. No entanto, esta Alma falha as suas funções e com a morte de Carlos passa a sofrer as consequências do seu mau trabalho – transforma-se numa alma dependente, que sente os sofrimentos dos humanos que conhece. À procura de um humano crente no valor do seu interior, Alma deambula pelo Mundo correspondendo aos castigos do destino… Ficha Técnica: Actores César Semedo, Noé Sousa, Juan Pablo Romão Encenação, sonoplastia, cenografia, luminotecnica e audiovisuais Grupo Interdito – Alison Antunes, Catthy Guia, Diana Fernanades, Lídia Filipe, Luís Tojo, Sara Duarte & Luís Jesus e Marine Antunes. Texto Marine Antunes Orientação pedagógica Luís Jesus
Duração 30m Organização e produção APPDA - Associação Portuguesa Para As Perturbações do Desenvolvimento e Autismo
DIAGRAMAS 5 a 24 de Julho,10h00-01h00 Foyers do TAGV
Projecto da autoria de André Alves, Filipe dos Santos Barrocas, Isabel Correia e Maria João Soares.
O projecto "Diagramas" resulta do desenvolvimento teórico do laboratório de iniciação à fotografia analógica, Movimento perpétuo, o tempo na imagem, espaço de formação e investigação em fotografia do Núcleo de Arte Fotográfica da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico tendo como tema base o movimento. Na presente sociedade assente sobre a imagem será pertinente questioná-la? Numa presente sociedade onde as nossas decisões são constantemente condicionadas, quer seja na forma como somos conduzidos aos produtos que consumimos, quer na forma como nos observamos, esta redefine-nos, molda a nossa visão de nós próprios e do que nos envolve.
Será pertinente questionar a razão que leva ao aparecimento do corpo humano nos meios de comunicação de uma forma estandardizada? Porquê uma tipologia para a constituição física humana? Que consequências terá o uso deste padrão que generaliza algo singular? Como percepcionar e reconsiderar um corpo que está a ser constantemente reconstruído pelos avanços da ciência e da engenharia?
Partindo do arquétipo do corpo humano, foram fotografadas 45 pessoas, individualmente, de pé, sem roupa e de costas para a câmara, contra um fundo regrado de azulejos. Dos retratos efectuados foi escolhido um conjunto final de 30 imagens impressas em tamanho real: diferentes corpos contra o mesmo fundo, com o mesmo enquadramento e à mesma distância da câmara. Este conjunto de imagens permite-nos escalar e percepcionar as diferenças e semelhanças, oferecendo-nos também uma nova possibilidade de olhar a continuidade dos corpos adjacentes. Algo que nos é tão próximo e comum, porém tão estranho e surpreendente. Como nos colocamos perante a imagem? Como percepcionamos o outro, o distante ou o indivíduo. Nós próprios?
Organização e Produção Núcleo de Arte Fotográfica da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico
CINEMA, Doc TAGV/FEUC LOS HEREDEROS de Eugenio Polgovsky [México, 2008, 90’, M/12] Prémio Amnistia Internacional no IndieLisboa 2009 Quinta, 17 de Junho de 2010, 21h15 Filme comentado. Organização: TAGV e FEUC; Entrada Gratuita
O trabalho infantil continua a ser uma das mais prementes preocupações sociais de todo o mundo. Em “Los Herederos” encontramos, no México, crianças em precárias e inquietantes condições de vida. Polgovski foi confrontado com o tema durante a rodagem do seu anterior documentário, Trópico de Cáncer, no deserto de San Luis Potosí. A situação é delicada e o realizador não pretende apontar o dedo a culpados. O que o motiva é, como disse, “resgatar a humanidade destes miúdos”. E pegou na câmara. Mas a humanidade apanhou-o a ele: crianças abandonadas, serventes, trabalhando sob o sol, horas sob o sol do México. Este confronto com a realidade mais crua conduziu-o à total depuração do filme, sem entrevistas, sem imagens de arquivo, sem voz – apenas a objectiva da câmara narrando.
Cancelado concerto de Son Of Dave no TAGV [08 JUN 2010]
[Notícia-TAGV]
CANCELADO concerto de SON OF DAVE no TAGV Por motivos alheios ao TAGV o concerto do músico Son Of Dave, previsto para Terça, 08 de Junho de 2010, às 21h30, foi cancelado. Os espectadores que tenham adquirido previamente bilhetes poderão solicitar o reembolso do montante despendido na bilheteira do TAGV.
Tim Berne / Bruno Chevillon (EUA/França) na VIIIª Edição 'Jazz Ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra' [05 JUN 10]
[Notícia-TAGV]
VIIIª Edição 'Jazz Ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra' Sábado, 5 de Junho de 2010, 22h00
Tim Berne / Bruno Chevillon (EUA/França)
Tim Berne saxofone alto Bruno Chevillon contrabaixo
Organização CMC e Jazz Ao Centro Clube Preçário Normal_ 7,00€ Estudante e Clientes da CGD_ 5,00€
Tim Berne
Se bem que por via de uma linguagem comum – a do jazz, considerado na globalidade das suas manifestações –, com a colaboração de Tim Berne e Bruno Chevillon são duas perspectivas bem distintas desta música que se cruzam. Um ex-jogador de basquetebol, o saxofonista americano traz consigo a sua velha paixão pela soul e pelo rhythm 'n' blues das editoras Motown e Stax, a admiração que nutre pela música de Julius Hemphill, talvez o mais sofisticado dos protagonistas históricos do free jazz e seu mestre, e um entendimento da tradição que nunca se coibiu de aproveitar, nos grupos Bloodcount, Big Satan, Science Friction e Paraphrase, elementos "estranhos" como a energia do rock. Com formação em artes plásticas (fotografia), o contrabaixista francês fez estudos clássicos e incluiu na sua actividade performativa a música erudita contemporânea e a livre-improvisação.
Se André Jaume o introduziu nas formas do jazz, Louis Sclavis tem sido o seu mais habitual companheiro de lides em projectos que alargaram a fronteira deste género musical e lhe deram uma identidade europeia. Em anos mais recentes, abriu-se também à experimentação electroacústica, com parceiros que desafiam catalogações como Franck Vigroux, Elliott Sharp e Joey Baron. Chevillon começou a integrar as bandas de Berne por indicação do guitarrista deste, Marc Ducret, seu ocasional colaborador, mas nunca como neste duo esteve tão em causa o equacionamento de duas visões cujas diferenças foram proporcionadas pela distância que as águas do Atlântico impõem.
Bruno Chevillon
Porque o expressionismo das execuções de um convive bem com o enfoque estrutural do outro e a fidelidade às coordenadas básicas do jazz não contradiz o espírito aventureiro que tantos novos caminhos tem desbravado para este idioma musical, Tim Berne e Bruno Chevillon colocam-se assumidamente numa posição de desafio, não para confrontarem os seus respectivos argumentos, em monólogos paralelos, mas com a finalidade de interagirem num jogo de propostas e reacções, de troca de ideias, de diálogo efectivo.
Não nos surpreendamos, pois, se Berne adoptar uma intervenção "de câmara" e se Chevillon nos soar "bluesy": a improvisação, mesmo quando existem pautas, tem esta capacidade transformativa. Não é só a música que muda, mas também quem a toca. Isso se os músicos envolvidos tiverem uma atitude de abertura, e a verdade é que estes em concreto não buscam outra coisa senão isso a que a biologia dá o nome de osmose. Mais do que testemunhas, nós seremos os cúmplices.
Clube de Comédia com Aldo Lima, Bruno Nogueira, Eduardo Madeira, Francisco Menezes, Nilton e Óscar Branco
Num espaço aberto a todo o tipo de ideias, seis humoristas portugueses sobem ao palco em liberdade total com um humor sem regras para além da de fazer rir. Conquistaram o Maxime e agora preparam-se para conquistar o país... e o MUNDO! Eles têm o humor, só precisam de um palco!
Também há a teoria de que este "hilariante, demente, libertário e moderno espectáculo de humor" apenas serve de pretexto para se reunirem com Aldo Lima, o único solteiro do grupo. Será que vão, de facto, aparecer? Ou vão optar por ir jantar fora? Para Nilton, qualquer opção é boa, desde que o horário se mantenha pois "a malta tem de se deitar cedo".
Produção UAU Preçário Plateia_ 15,00€; Balcão_ 12,50€
8 ½ - Festa do Cinema Italiano no TAGV [SESSÕES 1 JUN]
[Notícia-TAGV]
8 ½ - FESTA DO CINEMA ITALIANO EM COIMBRA
Terça, 1 DE JUNHO
15H00: “La gabbianella e il gatto” de Enzo d’Alò Itália, 1998, 85’, DVD, Legendado em português Integrado nas comemorações do Dia Mundial da Criança Entrada gratuita mediante marcação prévia.
18H00: Selecção Curtas Italianas – Vários Itália, 2008/2010, 110’, Beta Sp, Legendas em português Uma selecção das melhores curtas-metragens produzidas recentemente em Itália. L’Altra Meta, de Pippo Mezzapesa, L’ Ape e il vento de Massimiliano Camaiti, Come si deve de Davide Minnella, Esercizi di lingua de David Barros, Immota Manet de Gianfranco Pannone, La Pagellade Alessandro Celli e So che cí ... un uomo de Gianclaudio Cappai. Preçário: normal_3,5€; estudante_2,5€
21h30: “Dieci inverni” de Valerio Mieli Itália, 2009, 99’, 35mm, Legendado em português Conta com a presença do realizador Valerio Mieli.
8 ½ - Festa do Cinema Italiano no TAGV [31 MAI - 2 JUN]
[Notícia-TAGV]
8 ½ - FESTA DO CINEMA ITALIANO EM COIMBRA 31 de Maio, 1 e 2 de Junho
PROGRAMAÇÃO
31 DE MAIO 18H00: “Pinuccio Lovero – Sogno di una morte di mezza estate” de Pippo Mezzapesa Itália, 2008, 65’, Beta SP, Legendado em português
21h30: “Cosmonauta” de Susanna Nicchiarelli Itália, 2009, 85’, 35mm, Legendado em português Conta com a presença da realizadora Susanna Nicchiarelli.
1 DE JUNHO 15H00: “La gabbianella e il gatto” de Enzo d’Alò Itália, 1998, 85’, DVD, Legendado em português Integrado nas comemorações do Dia Mundial da Criança
18H00: Selecção Curtas Italianas – Vários Itália, 2008/2010, 110’, Beta Sp, Legendado em português
21h30: “Dieci inverni” de Valerio Mieli Itália, 2009, 99’, 35mm, Legendado em português Conta com a presença do realizador Valerio Mieli.
2 DE JUNHO 18H00: “Terra Madre” de Ermanno Olmi Itália, 2009, 78’, Beta Sp, Legendado em português
21h30: “Si può fare” de Giulio Manfredonia Itália, 2008, 111’, 35mm, Legendado em português
Precário: normal_3,5€; estudante_2,5€; passe para todas as sessões_12€
Organização Associação Il Sorpasso, em co-produção com La Cappella Underground (Itália), com o apoio do Instituto Italiano de Cultura de Lisboa eo Alto Patrocínio da Embaixada da Itália, da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, das Câmaras Municipais de Lisboa e Coimbra, da Área de Estudos Italianos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Cartaz TAGV. Concepção gráfica de Gonçalo Luciano.
Música/Teatro Dia 1 de Junho, 10h30 Cantar Raízes, Colher Frutos Pelo Grupo de Cantares Rouxinóis do Mondego do Agrupamento de Escolas de S. Silvestre Direcção Eurídice Rocha
Um espectáculo cheio de luz, imagem, som e movimento, que apresenta a Canção Tradicional Portuguesa do pastor ao amanhecer, das ceifeiras pela manhã, das crianças com as suas canções de roda antes do almoço, os romances pela tarde, as canções de mal dizer antes da janta, as canções de romaria pelo princípio da noite e as de embalar já com a lua bem alta. O espectáculo retrata um dia de vida – 24 horas – de uma pequena comunidade e fazendo a ligação entre as canções temos pequenos filmes sobre crianças e os seus direitos, momentos teatrais, sombras chinesas, fotografias, ou simples momentos de expressão dramática e movimento. Os textos são da autoria das crianças do Agrupamento de Escolas de S. Silvestre.
Cinema Dia 1 de Junho, 15h00 A Gaivota e o Gato Realização Enzo d’Alò Argumento a partir da história “História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”, de Luís Sepúlveda Filme Legendado em Português Integrado em "8 1/2 - Festa do Cinema Italiano"
Kengah, uma gaivota “com penas cor de prata”, é surpreendida por uma maré negra no Mar do Norte. Depois de resistir, longas horas, à superfície, a tentar limpar a viscosidade agarrada às penas, verificou que ainda podia estender as asas. Assim, voa até ao porto de Hamburgo. Antes de morrer, a gaivota põe um ovo e pede ao gato Zorba que lhe faça três promessas: não comer o ovo, cuidar dele até que nasça a pequena gaivota, e ensiná-la a voar. Perante o estado terminal da gaivota, Zorba promete cumprir os últimos desejos da ave, sem se aperceber do grau de responsabilidade. Zorba pede conselho aos seus amigos: Colonnello, Secretário, Diderot. Graças à sua preciosa ajuda, a pequena criatura nasce sem problemas. A gaivota órfã é baptizada com o nome de Fortunata (Fifi) pela comunidade dos gatos, que ficam envolvidos no difícil papel de criar esta “filha” inesperada. A pequena Fifi tem então de aprender a conhecer-se a si própria, e tem também de perceber, antes de aprender a voar, que não é um gato. E, ao lado dos amigos felinos, vai enfrentando o perigo dos ratos que estão continuamente à espera de uma oportunidade para sair dos esgotos, adquirir poder, e proclamar finalmente a chegada do Grande Rato. Depois de muitas dificuldades e imprevistos, os gatos conseguem enfrentar os ratos. Então, com a ajuda dos humanos, da menina Nina e de todos os amigos felinos, a pequena gaivota pode aprender a voar e junta-se finalmente, no céu, aos seus amigos pássaros. Deixa o gato Zorba de lágrimas nos olhos, mas ele sabe muito bem que a gaivota tem que seguir a sua natureza.
Duração 75 minutos Faixa Etária Crianças dos 1º e 2º Ciclos Entrada Gratuita [Mediante marcação prévia]
Digital Primitives no 'Jazz Ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra' [29 MAI 10]
[Notícia-TAGV] VIIIª Edição 'Jazz Ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra' Sábádo, 29 de Maio de 2010, 22h00
Digital Primitives (EUA/Israel) Cooper-Moore voz, banjo, diddley bow, mouth bow, flauta e percussão Assif Tsahar sax tenor, clarinete baixo Chad Taylor bateria, percussão, m’bira
Organização CMC e Jazz Ao Centro Clube Preçário Normal_ 7,00€ Estudante e Clientes da CGD_ 5,00€
Numa época em que cada vez são menos possíveis as manifestações de singularidade artística, o trio Digital Primitives faz toda a diferença. Se a filiação musical do projecto no jazz é clara, a forma como este é praticado não pode ser comparada com nada mais do que presentemente se faz. A música de Cooper-Moore (instrumentos por si mesmo inventados como o "diddley-bo", o "mouth bow", o "twinger" ou o "bango", um sucedâneo do banjo com três cordas, a que eventualmente se associam outros, convencionais, como a flauta ou o piano), Assif Tsahar (saxofone tenor, clarinete baixo, didgeridoo) e Chad Taylor (bateria, percussão) agrada pelo jogo que propõe entre o reconhecimento das formas (os blues, o funk, as alusões pan-africanistas ou de um folclore imaginário) e a estranheza dos processos e das soluções encontradas, algo que poderia resultar do encontro da Sun Ra Arkestra ou do Art Ensemble of Chicago com Harry Partch ou com Moondog. O grupo tem raiz em aspirações que remontam ao início do século XX, altura em que as vanguardas começaram a interessar-se pela arte criada pelas crianças, pelos loucos dos hospícios e pelas tribos dos lugares mais longínquos e isolados do planeta. Se a linguagem é jazzística, o alinhamento estético aproxima os Digital Primitives daquilo a que se vai chamando de "arte bruta" ou mesmo do dadaísmo. E é assim que, se detectamos algum esoterismo, ou algum iniciático mistério, num disco como "Hum, Crackle & Pop", as improvisações tematizadas que este nos oferece são um convite à dança e à celebração colectiva da vida. É como se o jazz tivesse redescoberto a sua etnicidade primeira, e a música o papel ritualístico que teve nas origens.
O percurso de Cooper-Moore é o de um desalinhado face às tendências dominantes. Multi-instrumentista com preferência pelos teclados, iniciou-se como flautista. Tocou Fender Rhodes e Hammond B-3 em bandas de rhythm 'n' blues, mas depressa optou pelo Grand Piano nas suas colaborações com David S. Ware. Descobriu a electrónica e mais tarde decidiu-se pelo desenho, pela construção e pelo uso de instrumentos exóticos. Israelita de nascimento, Assif Tsahar é igualmente um soprador incaracterístico. Herdeiro das premissas da "new thing", faz delas uma abordagem que o distingue, preferindo a melodia ao "grito" e o grão sonoro ao expressionismo, o que o levou a ter colaboradores como Mat Maneri, Lê Quan Ninh ou Agustí Fernandez. E para não fugir à regra, Chad Taylor é um baterista na fronteira do jazz com o rock e com o experimentalismo, de forte personalidade, mas invulgarmente flexível, o que faz com os "post-everything" Tortoise e Chicago Underground não chocando com as suas associações mais tradicionalistas a Fred Anderson ou a Ernest Dawkins. Três ovelhas negras para uma música diferente.
Insatisfações e conflitos na China contemporânea [Cinema, 25 MAI 10]
[Notícia-TAGV]
Cinema - DOC_TAGV/FEUC O MUNDO de Jin Zhang-Ke [China/França, Japão, 2004, 140', M/12] 25 de Maio de 2010, 21h15
Filme comentado. Organização: TAGV e FEUC; Entrada Gratuita
A jovem Tao trabalha e vive grande parte dos seus dias no parque temático "O Nosso Mundo", situado a cerca de quinze quilómetros de Pequim, partilhando a sua vida com o namorado Taisheng, segurança do parque, e o grupo de jovens que anima o parque e conduz os visitantes. O parque temático recria mais de uma centena de monumentos de 14 países de todo o mundo, como a Torre Eiffel, o Big Ben, a esfinge ou o Taj Mahal. A vida aparentemente calma e pacata destes jovens vai deixando escapar pouco a pouco laivos das suas insatisfações e conflitos, desde logo a utilização obsessiva do telemóvel como meio de se controlarem entre si. ______________________________
«O museu do kitsch
"O Mundo" foi o primeiro filme de Jia Zhang-ke depois de lhe terem sido devolvidas, pelas autoridades chinesas, "as credenciais de realizador". A sua obra anterior, por exemplo "Plataforma" (de 2000), fora criada na "clandestinidade", e "O Mundo" é o seu primeiro filme oficialmente autorizado depois de três longas-metragens "underground" (as outras são "Pickpocket", de 1997, e "Unknown Pleasures", de 2002).
"Plataforma" era um filme bastante explícito no retrato (histórico) do desencanto de uma geração que atravessou os anos 70 e 80, e que viveu quer a "revolução cultural" quer a sua ressaca. Era também um olhar particularmente amargurado sobre o sentimento de "no future" (quase "punk", e bastante "rock") instalado na juventude chinesa (ou em sectores dela, pelo menos), sobretudo na que vive na província, longe das grandes cidades. Num certo sentido pode-se dizer que Jia Zhang-ke oferece agora, a essas personagens, "o mundo". Mas é um mundo que convém ser mantido entre aspas - porque afinal de contas não passa de um "ersatz", de uma mistura entre uma Disneylândia "cultural" e uma carreira de mini-golfe. "O Mundo" designado no título do filme refere-se a um parque temático nos arredores de Pequim cujas atracções são inúmeras reproduções em ponto pequeno de "maravilhas arquitectónicas" dos quatro cantos do mundo - a torre Eiffel, o Taj Mahal, a Ponte de Londres, por aí fora. E as pessoas que o povoam, os empregados, os seguranças, as bailarinas das noites de espectáculo, gente a quem é oferecida esta espécie de cosmopolitismo sem horizonte, são os protagonistas do filme.
Que não tem verdadeiramente uma história, ou uma única história. Antes bocados, apontamentos, encontros e desencontros, interacções - sempre com "o mundo" em fundo. Diríamos, é bem possível que com algum exagero, que estamos próximos de um "filme-instalação", tal é dominado pelo décor e pela ideia de o filmar como enquadramento para as movimentações (físicas e sentimentais) de uns quantos seres humanos. Ou seja, isto é alguma coisa de simultaneamente muito real e muito irreal, como se fosse uma viagem por um "museu do kitsch" em ponto gigante. O verdadeiro mundo está "ailleurs" (há arranha-céus ao fundo, típica paisagem suburbana, mas não podemos ter a certeza de que esse verdadeiro mundo esteja já aí), mas ao mesmo tempo todo o mundo está ali, naquele parque. Uma coisa bastante interessante no filme é a maneira como, aliás, o cenário se "naturaliza" e se procede a uma integração "pacífica" das personagens nele - não há uma "revolta", há um reconhecimento e uma pertença ("olha as Torres Gémeas! Os americanos perderam-nas mas nós ainda temos as nossas", diz uma personagem, sem ponta de cinismo). Jia Zhang-ke não filma "por cima" das personagens, está mesmo mais próximo delas do que o distanciado Jacques Tati estava dos humanos que percorriam "Playtime".
E isto dá o quê? perguntarão. Dá um filme sobre o desenraizamento (há mesmo emigrantes russos, sublinhando o cosmopolitismo "globalizado" subjacente ao parque), sobre o mundo como ilusão e sobre a ilusão da mobilidade - num contexto inevitavelmente chinês, que evoca as migrações internas e o florescimento de "capitalismo" peculiar, é certo, mas rapidamente atacado de novo-riquismo. E dá um filme desolado, profundamente melancólico, algo de muito triste mas sem retórica nenhuma. Bastam os planos-sequência (é necessário precisar que Jia Zhang-ke pertence, no cinema asiático, à ala do "plano longo", não à da mesa de montagem como metralhadora) com que o realizador varre o cenário para meter lá dentro as personagens para que "O Mundo" quase dispense as palavras. Se fosse preciso encontrar um slogan, avançávamos com este: Michelangelo Antonioni nos arredores de Pequim. É isto, a "noia" moderna.» Luis Miguel Oliveira, Público
Deolinda interpretam ao vivo “Dois Selos e um Carimbo” [21 MAI 10]
[Notícia-TAGV]
Deolinda ao vivo Digressão de apresentação de “Dois Selos e um Carimbo” 21 de Maio de 2010, 21h30 Preçário: Plateia_20€; Balcão_15€
"Dois Selos e Um Carimbo"
Dá-me a tua mão, sai de casa e vem para a rua: a música popular lisboeta rememorou os seus feitos, redescobriu alegria e candura num meio onde isso já parecia improvável, e até encontrou maneira de o expressar. E olha: tornou-se outra vez contagiante, fez-se outra vez entusiasmo, tornou-se outra vez popular.
Como sucedeu isso? Foi aos poucos, de forma quase sub-reptícia (num jogo de agentes livres), mas com vivacidade, instrumentos antigos e paixão pela arte – para construir peças de teatro musical, às quais não falta enredo, nem graça, nem sequer uma personagem central: a Deolinda, que é fictícia, até certo ponto, embora por vezes ganhe corpo e assuma a forma da cantora Ana Bacalhau.
Hoje em dia já seria fútil evocar a adesão e o entusiasmo que o quarteto constituído pela cantatriz Ana, pelas guitarras dos irmãos Martins e pelo contrabaixista Zé Pedro Leitão suscitaram nas suas audiências, antes e depois da publicação do primeiro álbum de originais, «Canção ao lado». Passaram-se dois anos entretanto.
Por isso, também já seria fútil recordar como o grupo e as suas canções ultrapassaram bem a prova de esforço – das salas pequenas, para as salas maiores, daí para os concertos estivais, com multidões ao ar livre, e a seguir para os teatros, rádios e televisões de outros países do continente, a confirmar as cores e o tom distintamente locais. O que aqui se ouve é Lisboa. Uma certa Lisboa. Cantada.
Ora cantar Lisboa – isto é, dizer, exaltar, louvar, poetar, gorjear um certo estado de espírito e uma certa maneira de estar e de conviver numa certa cidade – não é tarefa fácil. Por um lado trata-se de uma cidade onde cabe um país inteiro, cheio de particularidades. Por outro cantar é ofício antigo, já muito usado e abusado; coisa de artesão, e com tecnologia de outras eras.
Mas as canções de Pedro da Silva Martins transmitem uma série de saborosos ingredientes que não dependem da tecnologia instrumental. Por exemplo: o empenhamento de um olhar atento, selectivo e consciente do espaço em que age. E certas outras qualidades desse olhar. Vivacidade, agilidade, afectividade; discernimento e sensatez num meio em que estes não abundam (e por isso disfarçados de sátira). Para além de uma peculiar alegria no entendimento – quando o olhar afinal se compõe e se pode exprimir por palavras, articular-se, numa linguagem fluida e escorreita, mas requintada e correctíssima.
E se parece tão fácil quando se canta, provavelmente há duas razões para isso. A primeira e evidentíssima, é o nível de exemplaridade a que Ana Bacalhau está a saber levar a sua arte, feita respiração, timbre e prosódia em deolíndico corpo. A segunda, igualmente evidente a quem tiver ouvido atento, são as tessituras instrumentais que convocam e integram diversas formas musicais castiças, das antigas às recentes, com engenho mas sem artifícios.
E com esses dois selos sucede a tal coisa: as canções tornam-se contagiantes, tornam-se entusiasmo, tornam-se populares. De súbito, toda a gente percebe quem é a Deolinda. A Deolinda és tu, é ela, sou eu. E o maior mastro do mundo é português! Falta o carimbo. Vai para a felicidade da ilustração e do tratamento gráfico, a fazer lembrar as folhas volantes, com as letras das canções em voga, que os cegos outrora vendiam nas ruas da Baixa e nas estações de comboio. Música para cegos? Bom ponto de vista para uma sátira. Desde que não caia em orelhas moucas… Jorge Pereirinha Pires, Abril 2010
Companhia Paulo Ribeiro apresenta "Maiorca" [17 MAI 10]
[Notícia-TAGV]
Companhia Paulo Ribeiro apresenta “Maiorca” 17 de Maio de 2010, 21h30
Preçário: normal_ 8,00€; estudante e sénior _ 6,00€ Duração Prevista: 80 minutos Recomendado para M/ 12 anos
Em 2009 cumprem-se 25 anos desde que sem grandes ambições fiz a minha primeira coreografia. Primeiro foi um solo, para amigos, pessoal, muito pessoal cuja única preocupação estava na particularidade do movimento, o meu movimento que não tinha nada que ver com os que se esboçavam e desenvolviam naquela época. Depois logo a seguir e de forma colectiva vieram outras peças que se destacaram no panorama da dança. A partir daí nunca mais parei, quando o quis fazer, foram surgindo convites cada vez de maior responsabilidade e desafio. De repente sem dar por isso tinha-me tornado em seis anos num coreografo reconhecido nacional e sobretudo internacionalmente.
Como muitos dos meus colegas fui refém da voracidade dos programadores em encontrar os emergentes. A necessidade de carne fresca. A impaciência por encontrar a novidade de qualquer forma. O novo, que se projecta e deixa cair conforme a oportunidade e a direcção do vento. Habituei-me a relativizar, nunca me deixei iludir pelos momentos de grande visibilidade e mediatismo. Fui traçando o meu rumo com a consciência de que o meu trabalho está para além dos mercados. Fui e continuo a ser um solitário, não ando à bolina, não tenho material circunscrito, nem elemento identificável. O meu trabalho é selvagem e imprevisível. Surpreende-me a mim e aos que têm sido parceiros regulares nesta longa aventura. Apesar de tudo há algo que se tem mantido ao longo destes vinte e cinco anos, que tem a ver com o facto de que gosto de trabalhar próximo da vida e gosto de trabalhar em felicidade e gosto de reflectir o mundo e ter uma dimensão politica e humana, muito humana.
O corpo e as suas infinitas possibilidades fascinam-me, não é o movimento que conta, é a sua génese, não é o coração, é a alma. Há muitos anos o Jorge Salavisa desafiou-me para coreografar os Prelúdios de Chopin interpretados pelo Pedro Burmester, na altura não me senti capaz de encarar tamanho desafio. Hoje faz todo o sentido. Ao longo destes anos reuni muitas formas de compor, muitas acuidades que me têm permitido criar vitalidade de emoção e sentido. O desafio é este de constantemente ir mais longe, ser mais eficaz na forma de tornar a dança uma arte que nos convoca a todos independentemente da capacidade verbal de o poder traduzir. Quero voltar à essência que é criar dança à dimensão da música, deixamo-nos transportar sem reivindicar a racionalidade, tantas vezes redutora, da razão. PAULO RIBEIRO
Direcção e coreografia PAULO RIBEIRO Intérpretes ERIKA GUASTAMACCHIA, MARTA CERQUEIRA, SÃO CASTRO, GONÇALO LOBATO, PEDRO MENDES e ROMULUS NEAGU Música F. CHOPIN (24 Prelúdios) Intrepretada por PEDRO BURMESTER Desenho de Luz NUNO MEIRA Cenografia (conceito) PAULO RIBEIRO Execução PAULO MATOS e NELSON ALMEIDA Produção COMPANHIA PAULO RIBEIRO Co-produção CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL – Festival de Sintra’09, SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL, TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO – Festival Dancem’09 e TEATRO VIRIATO Imagem, Design Gráfico CATHRIN LOERKE Fotografia PEDRO ELIAS / JOSÉ ALFREDO Registo e edição de vídeo JOÃO PINTO Design, Produção Gráfica DPX / NUNO RODRIGUES
Programação no âmbito da rede Imaginar o (s) Centro (s) Co-financiamento: Mais Centro, QREN e União Europeia Apoio à divulgação: Antena 2
Pedro Lopes/Pedro Sousa e AJM Collective no Ciclo de Música improvisada Double Bill [14 MAI 10]
[Notícia-TAGV]
Double Bill - Ciclo de Música Improvisada 5ª Edição - 14 de Maio de 2010, 21h30
1ª Parte Pedro Sousa | Saxofone, Guitarra Eléctrica e Electrónica Pedro Lopes | Gira-Discos e Electrónica
Electroacústico no formato, o duo de Pedro Lopes e Pedro Sousa tem a improvisação como “modus operandi”. Os instrumentos em palco são um gira-discos ligado a processadores digitais e a um amplificador de guitarra, sobre o qual são manipulados vinis de fabrico caseiro e um “set up” constituído por samplers que têm por função tratar os sinais sonoros de uma guitarra eléctrica e de um saxofone. À linguagem electrónica juntam-se sintagmas do jazz, numa música exploratória, narrativa e imagética que pode ir do “near silence” até ao noise mais brutalista.
2ª Parte AJM Collective + Pedro Sousa/Pedro Lopes
Kátia Sá | Imagem Improvisada José Miguel Pereira | Contrabaixo Marcelo dos Reis | Guitarra João Apolinário | Bateria e Percussões Preços: normal_5,00€; estudante_4,00€;
Tiguana Bibles ao vivo no café-teatro do TAGV [10 MAI 09]
[Notícia-TAGV]
Tiguana Bibles ao vivo no café-teatro do TAGV 10 de Maio de 2010, segunda-feira, 22h
O que acontece quando as peças desgovernadas de várias – e oleadas – locomotivas rock como Bunnyranch, Tédio Boys e Parkinsons chocam de frente com uma voz de veludo como a de Tracy Vandal? Nasce um grupo chamado Tiguana Bibles. Ela é a «voz açucarada» a que Victor Torpedo (guitarra), Kaló (bateria) e Pedro Serra (contrabaixo) se referem quando recordam o «parto» desta reunião de velhos amigos. Desde os primeiros ensaios ao final das gravações, os quatro músicos, que no mapa-mundo se assinalam entre Coimbra e Londres, encontraram «o som mais fixe» que já haviam criado juntos. O nome da banda é uma adaptação «réptil» das «tijuana bibles», pequenos livros ilustrados e clandestinos, muito populares nos Estados Unidos durante a Grande Depressão. Ao invés da sátira politicamente incorrecta, porém, os Tiguana Bibles preferem pintar quadros de harmonia e integração num som polido.
Tracy Vandal – voz; Victor Torpedo – guitarra; Kaló – bateria; Pedro Serra – contrabaixo; Augusto Cardoso - guitarrista convidado.
O celtic-punk de The Real Mckenzies ao vivo no TAGV [3 MAI 10]
[Notícia-TAGV]
The Real Mckenzies 1ª parte: 1234GO! Segunda, 3 de Maio de 2010, 21h30
As raízes do folk escocês estão bem presentes na sonoridade dos canadianos The Real Mckenzies. Deles se diz criarem uma mistura de Sex Pistols com a lenda folk Robbie Burns. Desde 1994, data da sua fundação, têm actuado por todo o mundo, sendo verdadeiros guerreiros de estrada.
Fundados pelo Paul McKenzie, vocalista da banda, que cita a família como factor de motivação nesse passo: “Em criança os meus pais e avós vestiam-me um kilt e faziam-me cantar e dançar a música tradicional escocesa. Fazer uma banda punk escocesa foi a minha forma de me vingar!”
O seu mais recente trabalho, “Off The Leash”, carrega o espírito dos The Real McKenzies, uma mistura do mais divertido punk rock dançável e melodias tradicionais escocesas. Guitarras e gaitas de foles destacam-se enquanto são cantadas inúmeras histórias. Nos espectáculo ao vivo, a energia inesgotável do grupo entusiasma o público a cantar ao ritmo das suas melodias. Folk-Punk no seu melhor!
Os THE REAL MCKENZIES são Paul Mckenzie (voz), Dirty Kurt Robertson (guitarras), The Bone (guitarras), Matt McNasty (gaitas), Sean Sellers (bateria), Dave Gregg (guitarra) e Karl Alvarez (baixo).
Projecto formado em Coimbra do qual fazem parte Pedro Correia, Marco Paulete e Ricardo Martins. O que os move é uma urgente vontade de fazer rock’n’roll directo e rápido. Entusiasmo e energia sem limites são a marca registada deste trio que tem um único propósito: diversão. Dois dos elementos têm um passado musical com outros projectos, enquanto que Marco Paulete faz aqui a sua estreia. Encontram-se os três neste projecto, ao qual deram o nome de 1234GO!
Para já, a única forma de conhecer os 1234GO! é assistir a uma actuação ao vivo, enquanto preparam a gravação de alguns temas em estúdio.
O impacto do maior projecto hidroeléctrico do mundo [26 ABR 2010]
[Notícia-TAGV]
CINEMA, Doc TAGV/FEUC UP THE YANGTZEde Jung Chang [Canada, 2007, 93’, M/12] 26 de Abril de 2010, 21h15
Filme comentado por Minqi Li e Antoine Kernen Organização: TAGV e FEUC; Entrada Gratuita
Um barco levando a bordo inúmeros turistas ocidentais desloca-se no rio Amarelo, na China, ao longo da rota de cidades, vilas e fazendas que serão inundadas devido à construção da gigantesca represa das Três Gargantas. Iniciada em 2007, a obra, o maior projecto hidroeléctrico do mundo, implicou o deslocamento de quatro milhões de pessoas, para além do inevitável impacto ambiental. Nesta viagem, monta-se um complexo painel das paisagens geográficas e humanas afectadas pelas enormes transformações da China, um mundo em que as tradições milenares locais e as influências estrangeiras intercambiam seus valores, com resultados sempre novos e surpreendentes…
Crassh comemora 25 de Abril no TAGV com "Playing Like Stomp" [24 ABR 10]
[Notícia-TAGV]
Crassh é uma combinação única de percussão, movimento e comédia visual. Um projecto único em Portugal que nasceu oficialmente em Abril de 2007, após alguns anos de trabalho. Crassh é o resultado do trabalho de 12 percussionistas, sob a criação e orientação de Bruno Estima.
Projecto galardoado com o 1º lugar no concurso “TETRA 07 – projecto com pernas para andar” organizado pela associação d’ Orfeu – Águeda; galardoado no concurso nacional “Jovens Criadores 08”, tendo representado Portugal na Bienal Internacional 2008. No ano 08/09 cooperou com o serviço educativo da Casa da Música no projecto Sonópolis. Crassh foi também recentemente distinguido pela Aveiro FM com o troféu “Performance em Palco 2009”.
Em 2009 apresentou-se em mais de 20 concertos por todo o país, foram milhares de espectadores que viram os Crassh, tendo em conta as várias performances em televisivas. O espectáculo apela a um grande leque de audiências, atraindo apaixonados pela percussão, música, comédia, dança, teatro, e a arte de representar. A sua mistura única de variadas formas de arte tem atraído um vasto leque de públicos. É um espectáculo universal para todas as idades, onde não existem quaisquer barreiras linguísticas e culturais.
A interacção com o público é um dos elementos mais explorados, tornando o público, por alguns momentos, co-artista. As expressões físicas e sonoras ligam-se na perfeição criando um espectáculo total, surpreendente e cativante. Servidos por uma energia contagiante, uma representação energética e um humor a toda a prova, os Crassh provam que a arte não tem barreiras nem limites. Para eles, a beleza e a música são uma constante quotidiana, presente em tudo. Das botas aos baldes, das caixas de fósforos aos capacetes e vassouras, dos lava-loiças às revistas, tudo é motivo e base para o movimento e para o som.
Duração: 1h30 Mais info em: http://www.myspace.com/crasshconcert Organização: TAGV, Fundação Inatel - Delegação de Coimbra e Associação 25 de Abril Preçário: 5,00€
Pedro Costa observa J. Balibar em "Ne Change Rien"
[Notícia-TAGV]
NE CHANGE RIEN de Pedro Costa [POR, 2009, 97’, M/12] 22 de Abril de 2010, 21h30 Elenco: Jeanne Balibar
Sinopse Os vários registos musicais de Jeanne Balibar captados através da percepção do realizador Pedro Costa. A actriz e cantora foi filmada, a preto e branco, durante três anos de reflexões, ensaios e actuações. O resultado é um documentário intimista e revelador. “Um dos mais belos filmes”, segundo as palavras da actriz, e aquele onde se reconhece “mais do que em qualquer outro”. Apresentado na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes de 2009.
NO FINAL DO FILME TERÁ LUGAR UMA CONVERSA COM O REALIZADOR PEDRO COSTA E COM O PROFESSOR ABÍLIO HERNANDEZ CARDOSO [FLUC]
Preço: 5€ normal; 4,50€ estudante e sénior Organização: Obra do Camandro
--- "Falta dizer que vi Ne Change Rien na manhã de domingo numa sala vazia Apenas eu e a tela. Ela somente, e eu.
Proeza menor do retrato de Pedro Costa é a circunstância de nos enamorarmos por Jeanne Balibar. Basta pensar na última vez que um rosto se nos manifestara com tal esplendor; que uma voz nos encantara com o pudor da sua exposição. Costa é alguém que marcha claramente na direcção oposta ao caminhar do mundo, daí que a vitalidade do seu cinema nada tenha de ilusória. São filmes também habitados por fantasmas, mas que se sentem com o corpo e no corpo. Objectos que requerem atenção, disponibilidade para ver os pequenos milagres: um gesto revelador, um rosto que se ilumina ou fecha, o sortilégio particular da natureza humana. Ne Change Rien resulta no retrato de Jeanne Balibar (com banda) – a mulher, a cantora, a actriz – no trabalho, dando por outro lado a sentir a presença do cinema dos vivos e dos mortos. A voz de Godard, samplada, que ouvimos dizer "não mudes nada, para que tudo seja diferente". O gato preto de Tourneur que atravessa um dos quadros. Os planos agachados a fazer lembrar o cinema clássico japonês. A espectralidade das formas sugerida em imagens que reenviam para os filmes de Andy Warhol. A canção Johnny Guitar que evoca Nick Ray muito distante da citação. Até a transferência de elementos que associamos com a obra de Pedro Costa, para cenários onde nunca tinham sido vistos antes: por exemplo, o beco onde observamos o pianista que acompanha os ensaios da opereta de Offenbach, sentimo-lo como parte dos corredores labirínticos do bairro das Fontainhas. É como se os filmes de Pedro Costa contivessem o cinema e algo mais que isso. Um mundo que ele dá a ver a partir da sua forma muito própria de olhar o mundo em volta, contaminada pelo desejo de um mundo ideal. Suspenso. Luz, sombras, negro, músicos, canções, a intimidade que a câmara se recusa devassar. Escolhidos os enquadramentos, o plano fixa-se e dura o que tiver de durar. É preciso muito peneirar para dar com o ouro, mas ajuda ter capacidade para sentir onde ele pode ser encontrado. Aquilo que se afigura como pequena proeza é também resultado do esforço suplementar de alguém semelhante a nós. A fixidez de um olhar que permite observar (ampliando) as discretas mudanças que fazem de cada instante um momento particular. Uma suspensão ou um pequeno êxtase." Ricardo Gross, 23.11.2009, http://devaneios-ricardo.blogspot.com
AS PRAIAS DE AGNÈS de Agnès Varda [França, 2008, 110’, M/12] Segunda, 19 de Abril de 2010, 21h30
Elenco: Agnès Varda, André Lubrano, Blaise Fournier
Sinopse Ao regressar às praias que marcaram a sua vida, Agnès Varda inventa uma forma de auto-documentário, colocando-se em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens. Partilha, assim, connosco, com um grande sentido de humor, a sua vida desde a infância até à idade adulta, enquanto mulher e artista, num retorno simbólico às praias que marcaram o seu percurso de 80 anos.
(…) “Filmar uma vida é filmar um património, não é outro o credo de Agnès Varda. Um património onde cabem, quase num mesmo plano, memórias, objectos, lugares, e ainda "memórias de memórias" ou memórias transformadas em "objectos" - todas as fotografias, todos os excertos dos seus próprios filmes antigos que Varda que vai incluindo. Mais do que o filme de "bricoleuse" que obviamente é, pegando em múltiplos registos e em múltiplos materiais de natureza diferente, "As Praias de Agnès" é um filme de "coleccionadora". O filme em que ela abre as portas do seu museu privado conduzindo o espectador numa visita guiada, por entre peças que valem tanto por si mesmas como pelos fios que as ligam a outras peças.” (…) Luís Miguel Oliveira, Público
José Pedro Gomes, depois do espectáculo «Coçar Onde É Preciso», em 2005, continua a tentar perceber o que faz de nós um povo tão especial. Realmente, que nos leva a conseguir fazer coisas que mais ninguém faz? De uma forma que noutros países tem resultados totalmente diferentes. O que nos faz sermos melhores ou piores do que os outros? O que é que nos faria ser muito melhores? Quais são as pequenas arestas a limar para ficarmos perfeitos? São nos pormenores que nos distinguem dos outros povos que José Pedro Gomes se volta a debruçar, com a ajuda de vários portugueses que têm opiniões muito interessantes: Eduardo Madeira, Filipe Homem Fonseca, Henrique Dias, Luísa Costa Gomes, Marco Horácio, Nilton, Nuno Artur Silva, Nuno Markl. O resultado é «VAI-SE ANDANDO», numa encenação de António Feio.
Encenação: António Feio Textos de: Eduardo Madeira, Filipe Homem Fonseca, Henrique Dias, Luísa Costa Gomes, Marco Horácio, Nilton, Nuno Artur Silva, Nuno Markl Cenário: Marta Carreiras Música: Alexandre Manaia Vídeo: Tiago Forte Figurinos: Bárbara Gonzalez Feio Desenho de Luz: Luís Duarte Assistente de Encenação: Sónia Aragão Produção: UAU
Undertango é um projecto criado por Martín Albano (bandoneon) e Cecilia Barber (piano), com o objectivo de difundir o tango, cujo som evoca o ritmo frenético da cidade e da melancolia de algumas das ruelas de Buenos Aires. O repertório é composto por tangos da nova guarda e obras do compositor argentino Astor Piazzolla, que se combinam mesclando formas de tango, jazz e música clássica, e criam uma composição musical única.
O Undertango caracteriza-se pela forma sensível e muito expressiva como interpreta essas obras, deixando um rasto de diferentes sensações no ouvinte. É uma música muito emocional, simultaneamente forte e delicada.
Undertango deixa claro que é um grupo especial para ouvir e sentir, composto por músicos que transmitem todo o calor e a paixão da sua arte, criando um vínculo com o público que persistirá ao longo do tempo.
Apresentação do livro «Cem mil cigarros - os filmes de Pedro Costa» CANCELADO
[Notícia-TAGV]
A apresentação do livro «Cem mil cigarros – Os filmes de Pedro Costa» e conversa com o realizador Pedro Costa, uma organização da Obra do Camandro [http://obradocamandro.blogspot.com/], prevista para as 18h de hoje (12.04.2010) no foyer do café-teatro do TAGV , FOI CANCELADO EM VIRTUDE DE DOENÇA DO REALIZADOR.
XII Encontro Internacional de Coros Universitários [7 ABR 10]
[Notícia-TAGV]
Programa
I parte 1. Abertura, Don Giovanni - Mozart 2. Porgi amor, Bodas de Figaro – Mozart 3. Deh vieni, non tardar, Bodas de Figaro – Mozart 4. E lucevan le stele, Tosca – Puccini 5. Gaudeamus Igitur 6. Jesus, bleibet meine freuden, Coro da Cantata 147 – J.S.Bach 7. Ave Verum Corpus - Mozart 8. Hallelujah, Messias - Handel
II parte 1. Coimbra – César Nogueira 2. Coro dos Escravos Hebreus, Nabucco – Giuseppe Verdi 3. Coro dos Ciganos, (Il trovatore) – Giuseppe Verdi 4. Come scoglio, Cosi fan tutte - Mozart 5. Batti, batti, o bel Masetto, Don Giovanni - Mozart 6. Il mio tesoro, Don Giovanni – Mozart 7. Dalla sua pace, Don Giovanni – Mozart 8. O Fortuna, Carmina Burana – Carl Orff 9. Brindisi (Libiamo), La Traviata – Giuseppe Verdi
Com a participação de Coro Misto da Universidade de Coimbra, Orquestra Clássica do Centro, Soprano Ana Paula Russo e Tenor Paulo Ferreira.